Sunday, December 03, 2006

A poética do tempo...

Dia de chuva infernal em Sampa... alagamentos e muito congestionamento ...
Metrô parado bem antes da estação na qual eu queria descer... para passar o tempo fiz a seguinte poética:

Garôa fina de intensidade constante diagonalmente caindo
o vento comanda a pulverização da garôa
direita esquerda
os braços da árvore balançam... algumas folhas caem
só enxergo a copa por cima de um muro cinza
as folhas balançam o vento assovia por entre
a minúscula janela da locomotiva
fito as bitolas cravadas no chão... pedras terra e água
elementos naturais...
A locomotiva recomeça a movimentar-se, lenta, cadente e demente...
"Estação Tatuapé, desembarque pelo lado direito do trem..."
A viagem acaba!

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